Minuano – De fato, a marca do BBB 10

11 de junho de 2010

Anúncio Loja

Na edição de hoje – 29 de março – da Meio & Mensagem, além da ótima solução da Loja para divulgar o Wave Festival in Rio, saiu também uma reportagem sobre as ações de tie-in no Big Brother Brasil 10.

Primeiro, o diretor de publicidade e marketing da Fiat comentou sobre a preocupação da empresa com as provas patrocinadas e a presença da marca no programa. Preocupação essa que visa sempre gerar repercussão positiva com as inserções da Fiat no programa. No segundo momento, o texto fala sobre as ações do Guaraná Antarctica e do detergente Minuano.

Quem sou eu pra achar defeitos em ações criadas pela DM9 e Lew’Lara, respectivamente; mas o que vou dizer a seguir eu comentei no momento das provas e acho válido. Fica o convite para conversamos sobre isso nos comentários.

Esfrega o esfregão

A Prova do Líder patrocinada pelo Minuano começou a me angustiar já na explicação de Pedro Bial, que pedia aos participantes que se vestissem de esponjas e dançassem toda vez que a música Esfrega o esfregão tocasse. Junto ao som, detergente, água e espuma cairiam sobre eles. Argh!

Qualquer pessoa com o mínimo de compaixão sentiu também os olhos arderem, a pele ressecar, os cabelos grudarem e as mãos murcharem enquanto os 12 participantes dançavam horas e horas seguidas, debaixo daquele banho de espuma de detergente. Muitas reclamações durante a prova e no dia seguinte, além do cansaço, marcas. A fricção da roupa de esponja nos braços deixou machucados em Eliéser e Fernanda, pincipalmente; os últimos a serem ensaboados.

Não dá pra diminuir o mérito dos autores da música: a melodia é dançante e a letra continua ressoando na mente mesmo depois de vários dias sem ouvir. Por outro lado, não consigo ver nada positivo em uma ação de merchandising que faz as pessoas sentirem asco pela marca divulgada.

Diferente da prova com o Linea, da Fiat, em que os brothers tomavam chuva, sentiam frio e entravam no carro para descansar e se aquecer, o Minuano fez com que, pelo menos, 12 pessoas passassem a sentir aversão pelo detergente que causou tanta irritação. Aposto que não erro também ao dizer que familiares, amigos e simpatizantes destas pessoas também passaram a enxergar a marca de uma nova forma: ruim.

O Guaraná de Ronaldo

Em outro momento do programa, uma prova patrocinada pelo Guaraná Antarctica proporcionou aos brothers a visita do jogador Ronaldo. Talvez a única parte boa da prova. O participante deveria jogar um dado e o número sorteado indicava a quantidade de copos de Guaraná que deveria beber. Ao tirar números como 3 ou 4, a insatisfação do jogador era visível e o enjoo aumentava a cada gole do refrigerante, logo pela manhã. Felicidade mesmo era quando o dado caía no chão com a face superior indicando zero. Yes! Nenhum copo de Guaraná!

Na minha (humilde – bem humilde) opinião, faltam boas estratégias de merchandising por parte das marcas. Falta adequação editorial. Falta a consciência de que a marca deve fazer parte da vida das pessoas e, pelo bem da empresa, de uma forma positiva, acolhedora, satisfatória e que remeta à felicidade.

Hoje, lembrando dessas ações, continuo preferindo entrar em um Linea quentinho e confortável em vez de lavar a louça com Minuano e ver minhas mãos murchando com o ressecamento.


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