Desde os tempos de colégio me preocupo em escrever bem. Estou longe de ser linguísta e não tenho nem 10% do conhecimento suficiente para dar aulas de gramática. Tenho competência para fazer o básico: colocar ideias no papel de maneira clara e organizada, consultar o dicionário sempre que pintar uma dúvida e, ao final do texto, reler/revisar tudo o que foi escrito.
Parece papo de professora de primário. De fato, é. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, me lembro bem de ouvir diversas vezes das professoras: “leiam o enunciado”, “antes de entregar, leia o que você escreveu”, “não responda nada antes de ler e entender a pergunta; se não entendeu, leia novamente”. E não é que parece que muita gente faltou em todas essas aulas? Como (quase) profissional de Comunicação, sou extremamente exigente com os autores que consulto. Sejam eles autores de livro, de blog, de coluna em jornal ou de tweets. Uma falta de concordância, uma vírgula no lugar errado ou a falta dela, e eu já visualizo um grande #fail mental.
Sou leitora assídua de alguns poucos blogs e leitora casual de diversos outros. Acompanho, principalmente, os que têm relação com comunicação e/ou tecnologia e tenho me frustrado bastante com o que leio. Não é incomum encontrar pessoas que são “referência” no meio cometendo erros absurdos de Português. Tenho dois livros em casa que me arrependi de ter comprado, pela quantidade de erros e/ou ideias embaralhadas, de autores que se dizem – e são vistos como – especialistas ou extremamente conhecedores disso e daquilo. Vejo estudantes de Comunicação mantendo blogs bem visitados com posts repletos de falta de coesão e sobra de confusão. (Ouch! Desculpe a rima horrosa.)
Sempre me pergunto, afinal, se escrever bem é um requisito mínimo ou se, ao contratar um funcionário, por exemplo, o empregador vê como diferencial tal característica. E o que mais me incomoda nessa história toda: e quando é o empregador que comete os gramaticídos? Como ele chegou na posição que está, escrevendo desse jeito? Como ele conseguiu finalizar projetos e tê-los aprovados? Como ele se torna referência de um nicho se mal consegue organizar seus pensamentos no papel?
Essa discussão é daquelas que envolvem muitas outras problemáticas da sociedade e vão longe. Então, finalizo o post restringindo a minha indignação aos profissionais e estudantes de Comunicação que escrevem baboseiras em seus blogs, slides, aulas, tweets e livros.
Abaixo deixo duas ferramentas que uso regularmente para tirar dúvidas gramaticais.
Michaelis – para consultar na web – favor adicionar à barra de Favoritos do navegador.
Aulete Digital – para baixar e instalar no pc, para consultar quando estiver offline.
E recomendo, também, a coluna do Sérgio Nogueira no G1, que sempre aborda boas dúvidas de Português, regras difíceis de decorar e as “pegadinhas” da língua.





Amei seu texto Máh!
Mesmo tendo como objetivo ser uma redatora publicitária, sei que ainda cometo vários erros de Português, mas fico indignada quando vejo um prfessor com doutorado fazer o mesmo. ¬¬
Agora te pergunto: e quando você vive no meio de um ambiente onde todos os seus chefes falam “poblema”?
hahahaha
Beijão linda
Muito bom o seu blog!
Li tudinho com tremenda atenção. (ou meu Deus, faltou uma virgula entre “tudinho” e “com”? Caso a resposta seja positiva, perdoe esse pobre comunicador) E gostei, de maneira geral, do blog. Meu beijo fica e voltarei para buscá-lo.
Obrigada pela visita! Passei no teu blog – confesso que ainda não li um texto inteiro, mas o farei assim que chegar em casa – e gostei do que vi.
Volte sempre!
[...] – edição de agosto É. Até que toquei em um assunto bem atual e relevante. Olha só a capa da Veja dessa [...]
[...] Doutorado, Mestrado, MBA. Confio em profissionais que estudam o comportamento do consumidor, que escrevem coisas interessantes, que me deixam com vontade de ser igual quando [...]
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