Um comercial que é assim.. uma Brastemp :-)

19 de agosto de 2010

Filmes que orgulham a todos os publicitários que amam a profissão.


Vivendo sem fronteiras. Mas com muitos obstáculos.

15 de agosto de 2010

Acho a TIM engraçada. E digo isso com conhecimento de causa porque sou cliente – e o único motivo que me faz continuar lá é a baixa tarifa em discagem de longa distância entre números TIM.

Tenho curiosidade de saber qual é a política interna da empresa. Mas acredito que seja algo do tipo Conquistar novos clientes a qualquer custo. São inúmeras as promoções e facilidades para quem deseja se tornar um cliente TIM. Venha! A gente diminui o custo do plano e você pode comprar o seu smartphone em 12x sem juros. E para aqueles que querem migrar de operadora? Traga seu número! A gente te dá casa, comida, roupa lavada e um celular com botões de ouro que vale mais do que dinheiro!

Tá aí um exemplo de empresa que não aprendeu nada sobre fidelização. Não fazem ideia do que seja boca-a-boca; desconhecem por completo o poder do buzz.

No último final de semana fui, ingênua, até uma loja TIM para saber mais sobre o tal plano com custo baixo. Que surpresa. O valor promocional não é válido para quem já é cliente. A solução seria adquirir um novo chip. Um novo número. Não, obrigada. Ainda assim, vamos supor que eu quisesse trocar o meu número. Posso comprar um aparelho em 12x sem juros? Não, também. Esta condição especial é válida apenas para a compra feita em lojas oficiais e em Santos não há nenhuma. Em São Paulo, sim. Fim da história.

Era uma vez um comercial estrelado por uma atriz muito simpática. Com cara de boazinha. Parecia me dizer a verdade. Eu estava convencida de que a TIM realmente iria fazer aquilo por mim. Fale ilimitado e pague apenas 25 centavos pelo primeiro minuto. Fale quanto quiser! 10 minutos, meia hora, uma hora.. Opa! Por que ela não foi além nos exemplos? Por que não disse duas, três horas? Porque é esse o limite. Não, meu querido cliente TIM, você não leu errado. Existe um limite para falar ilimitado. E o limite é de 90 minutos. Faça você mesmo o teste. Ligue para um outro cliente TIM, que está tão ferrado quanto a gente, e converse bastante sobre quantas vezes o sistema da TIM esteve fora do ar. Com certeza isso será assunto para horas e horas de conversa. Mas você não conseguirá falar tudo o que gostaria pagando apenas 25 centavos, já que a ligação vai cair quando completar 1h30min – ou alguns minutos a menos - e você será obrigado a ligar novamente.

É hilário, não é? A TIM não quer que você tenha limites. Viva sem fronteiras. Mas só por uma hora e meia.

Termino esse post com uma piada. Mas daquelas que são um causo. Aconteceu comigo.

Na última sexta-feira, recebi a seguinte mensagem: TIM informa: Este acesso poderá ser bloqueado por alto consumo em 24h, conforme contrato. Entre em contato pelo *144.

Tentei fazer uma ligação e, que surpresa, o celular já estava bloqueado. Não vou entrar no mérito do prazo de 24 horas citado na mensagem, mas que fique registrado este porém. Entrei em contato com a central de atendimento e a moça, prontamente, já estava verificando a solicitação do desbloqueio da linha. Confirmei com ela, para garantir que eu não estava entendendo errado:

- Meu celular tá bloqueado?

- Sim, senhora. O motivo do bloqueio é alto consumo.

- Meu celular tá bloqueado porque eu falo demais?

- Isso, senhora. Mas como a senhora não possui nenhuma fatura em aberto, vou estar realizando o desbloqueio.

A dica é a seguinte: se você quer aparelhos com desconto e planos a custo baixo, seja cliente de outra operadora. Assim, a TIM te dá. E se você quer falar ilimitado, é melhor procurar alguma operadora que te obrigue a viver com fronteiras. Porque a TIM limita as suas ligações em 1 hora e meia e ainda bloqueia o seu celular se você abusar.


Quem conta um conto aumenta um ponto

10 de agosto de 2010

Recebi por e-mail o texto abaixo. Anexado a ele, o vídeo acima.

Veja como todas as bolas caem nos cones. Esta incrível máquina foi construída como um esforço colaborativo entre o Robert M. Trammell Music Conservatory e  Sharon Wick School of Engenharia da Universidade de Iowa. Surpreendentemente, 97% dos componentes de máquinas vieram da John Deere Industries and Irrigation Equipamentos de Bancroft, Iowa. Sim, equipamentos agrícolas!

A equipe gastou 13.029 horas entre set-up, alinhamento, calibragem e ajustes antes de produzir este vídeo, mas como você pode ver, valeu a pena o esforço.

O invento agora está em exibição no Matthew Gerhard Alumni Hall, na Universidade e já está programado para ser doado ao Smithsonian. Mas se você prestar bem atenção, há uma bolinha que caiu fora…

Assisti ao vídeo e desconfiei. Apesar da sincronia perfeita e criatividade dos instrumentos, o visual parecia modelado demais para ser verdade. O arquivo do e-mail estava em qualidade bem inferior, o que dificultava uma conclusão precisa. Mas foi só pesquisar no Google um trecho do texto acima e constatar: dezenas de sites publicaram este vídeo com a mesma descrição, repetindo a mesma história. Equipamentos agrícolas, 13 mil horas de preparação, etc.

Pesquisando um pouco mais, encontrei uma outra versão do vídeo que possuia a marca Animusic de um lado e ATI Radeon de outro. A segunda é a placa aceleradora 3D utilizada na criação do vídeo e a primeira, Animusic, é o nome da empresa que o produziu. No site da Animusic, tudo se explica. A empresa é especializada em criar animações musicais.

Canal da Animusic no YouTube

O canal da empresa no YouTube é repleto de outros vídeos de “engenhocas virtuais” criadas para ilustrar a reprodução de diversos estilos de música. As máquinas criadas em 3D são todas muito bem detalhadas e uma ou outra parece realmente existir. A complexidade do 3D é a renderização. O vídeo abaixo, também disponível no canal da Animusic, mostra o processo do desenho e renderização dos “instrumentos”.

Toda essa descoberta foi bem fácil fazer. 5 minutos no Google foram suficientes. Mas sabe do que eu mais gostaria? Descobrir quem inventou toda a história do e-mail. Afinal, dizer que a máquina, construída com esforços colaborativos, está em exibição no Mathew Gerhard Alumni Hall, na Universidade de Iowa, é de uma criatividade sem tamanho! :-)


Participação especial no Querido Leitor

10 de agosto de 2010

Claro que o título do post é uma brincadeira. Com um fundo de verdade. Hoje, no Querido Leitor, a Rosana Hermann publicou um texto com um insight muito interessante, após ouvir a entrevista do Michael Sullivan na Jovem Pan: músicas complexas, como a Bossa Nova, que possuem cerca de 60 acordes, não agradam a grande massa. Assim como um livro com palavras “difíceis” não se torna popular – ou, dificilmente se torna. Por outro lado, centenas de músicas populares, conhecidas mundialmente, que “grudam” na memória, possuem entre 3 e 4 acordes. São simples, fáceis de entender e de gostar. Vale muito a pena ler a reflexão inteira, no Querido Leitor.

Comentei o post relembrando um vídeo que assisti há alguns meses no Kibe Loko, da banda Axis of Awesome, que fez uma apresentação fantástica mostrando 40 sucessos dos últimos 40 anos que podem ser tocados com os mesmos 4 acordes.

Em agradecimento ao link, a Rosana escreveu este post:

Eu, fazendo figuração em um post da Rosana Hermann :-)

Legal, né? :-) Obrigada, Rosana! :-)

Mas, claro que muito melhor do que isso, é o vídeo dos caras tocando várias músicas conhecidas, ganhando aplausos do público a cada hit.


Veja – edição de agosto

10 de agosto de 2010

É. Até que toquei em um assunto bem atual e relevante. Olha só a capa da Veja dessa semana:


Geração digital – parte I

9 de agosto de 2010

O filho chega em casa, agitado e ansioso para sentar na cadeira do computador, onde ficará durante o resto da tarde. Não que não estivesse conectado durante o dia, já que o celular não parou de apitar – e em momento algum houve qualquer ligação. Ainda concentrado, com as duas mãos em seu videogame portátil, o garoto se conecta ao MSN e rapidamente lê as últimas notícias que interessam: os resultados dos jogos de futebol do fim de semana, as manchetes com fofocas sobre as celebridades teens do momento e o lançamento de um CD de uma banda de rock alternativo que ele e seus amigos descobriram há pouco. Aproveita para clicar no banner colorido que o convida para concorrer a um prêmio caso envie um vídeo caseiro. A música já está bem alta em seus fones de ouvido enquanto relata no Twitter alguns acontecimentos recentes e aproveita para publicar no Facebook o link da marca de seu novo tênis. O comentário de que o cadarço não vem na mesma cor indicada no site é replicado por alguns outros amigos, que também perceberam o detalhe ao comprarem o produto. Juntos, decidem criar uma comunidade no Orkut de título nada amigável, demonstrando a insatisfação. Ainda de fone nos ouvidos, se utiliza da webcam já conectada com dois amigos para produzir o vídeo da promoção. O apito do videogame portátil avisa o término do jogo e o garoto o deixa de lado para gravar seu relato, concorrendo ao prêmio citado no banner. A mãe, abruptamente, entra no quarto e se depara com o cenário agitado. Ao perguntar o que o filho está fazendo, a resposta surpreende: nada, mãe.

O contexto não é novidade: muito pelo contrário, a integração de mídias é assunto recorrente há alguns anos e a participação ativa dos consumidores em relação à marcas e produtos aumenta exponencialmente. De receptoras passivas, as pessoas tornam-se prosumerstermo criado por Alvin Toffler, que indica o papel do consumidor na sociedade pós-moderna: producer (produtor) e consumer (consumidor), ao mesmo tempo. Este perfil não é conhecido exclusivamente pela propaganda: as mesmas pessoas estão presentes em ambientes corporativos, educacionais e políticos, o que gera uma atual perturbação em relação ao que se deve fazer para conquistar sua atenção e entender os seus interesses.

Texto de minha autoria, para o TCC.


Pra não esquecer

6 de agosto de 2010

As pessoas se importam mais com as empresas que se importam com elas.

Philip Kotler, no prefácio de Marketing 3.0


Agora assopra

4 de agosto de 2010

No post anterior, falei sobre a falta de comprometimento e atenção de autores para com seus textos, em diversas plataformas. Nada mais justo, então, que fazer o contrário.

Lost in Lost – Blog do Carlos Alexandre sobre, acreditem se quiser, Lost. A série acabou, mas vale a pena ler seus reviews, críticas e teorias sobre a ilha, os personagens, os atores, autores e roteiristas. Posts fantásticos, que fazem a gente querer ter nascido com o dom de juntar diversas referências para criar textos tão bem amarrados e embasados, como faz o CA.

Te Dou Um Dado? – Agora no R7, o Te Dou Um Dado? é um blog divertidíssimo, sobre celebridades e subcelebridades, e muito bem mantido por 3 autores: a Lelê – editora do Portal R7, a Polly e o Didi, que apresenta o Didiabólico, na MTV.

Update or Die – Fonte de informação, diversão, referências, novidades e tudo mais o que acontece de interesse por aí. RSS imprescindível para assinar.

Tecnoblog – Outro blog indispensável para ter na lista de feeds. O Tecnoblog é uma ótima fonte de notícias relacionadas à tecnologia, ferramentas da web, games e mais um monte de coisa interessante.

Querido Leitor – Dispensa apresentações. Blog da física, jornalista, roteirista, apresentadora, redatora, etc., etc., etc., Rosana Hermann. Indispensável.

Techlider -Também sobre tecnologia, o site garimpa as novidades do meio e faz boas análises sobre assuntos complementares (telefonia, fotografia, cursos, etc.).

CHMKT – O blog começou tímido, com apenas um autor – o Carlos Henrique, publicitário, planner da Tom Comunicação, de BH – e há algum tempo vem ganhando a colaboração de outros bons autores, transformando a página em uma das principais referências brasileiras sobre Planejamento.

Na minha opinião, estes são blogs que devem estar na sua lista de Favoritos, na pasta Para Ler Sempre (eu tenho uma assim :-) ), mas existem outras centenas de sites e blogs de excelente qualidade. Mais alguns, você pode conferir na coluna da direita aqui do blog.


Escrever bem: requisito mínimo ou diferencial?

4 de agosto de 2010

Desde os tempos de colégio me preocupo em escrever bem. Estou longe de ser linguísta e não tenho nem 10% do conhecimento suficiente para dar aulas de gramática. Tenho competência para fazer o básico: colocar ideias no papel de maneira clara e organizada, consultar o dicionário sempre que pintar uma dúvida e, ao final do texto, reler/revisar tudo o que foi escrito.

Parece papo de professora de primário. De fato, é. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, me lembro bem de ouvir diversas vezes das professoras: “leiam o enunciado”, “antes de entregar, leia o que você escreveu”, “não responda nada antes de ler e entender a pergunta; se não entendeu, leia novamente”. E não é que parece que muita gente faltou em todas essas aulas? Como (quase) profissional de Comunicação, sou extremamente exigente com os autores que consulto. Sejam eles autores de livro, de blog, de coluna em jornal ou de tweets. Uma falta de concordância, uma vírgula no lugar errado ou a falta dela, e eu já visualizo um grande #fail mental.

Sou leitora assídua de alguns poucos blogs e leitora casual de diversos outros. Acompanho, principalmente, os que têm relação com comunicação e/ou tecnologia e tenho me frustrado bastante com o que leio. Não é incomum encontrar pessoas que são “referência” no meio cometendo erros absurdos de Português. Tenho dois livros em casa que me arrependi de ter comprado, pela quantidade de erros e/ou ideias embaralhadas, de autores que se dizem – e são vistos como – especialistas ou extremamente conhecedores disso e daquilo. Vejo estudantes de Comunicação mantendo blogs bem visitados com posts repletos de falta de coesão e sobra de confusão. (Ouch! Desculpe a rima horrosa.)

Sempre me pergunto, afinal, se escrever bem é um requisito mínimo ou se, ao contratar um funcionário, por exemplo, o empregador vê como diferencial tal característica. E o que mais me incomoda nessa história toda: e quando é o empregador que comete os gramaticídos? Como ele chegou na posição que está, escrevendo desse jeito? Como ele conseguiu finalizar projetos e tê-los aprovados? Como ele se torna referência de um nicho se mal consegue organizar seus pensamentos no papel?

Essa discussão é daquelas que envolvem muitas outras problemáticas da sociedade e vão longe. Então, finalizo o post restringindo a minha indignação aos profissionais e estudantes de Comunicação que escrevem baboseiras em seus blogs, slides, aulas, tweets e livros.

Abaixo deixo duas ferramentas que uso regularmente para tirar dúvidas gramaticais.

Michaelis – para consultar na web – favor adicionar à barra de Favoritos do navegador.
Aulete Digital – para baixar e instalar no pc, para consultar quando estiver offline.

E recomendo, também, a coluna do Sérgio Nogueira no G1, que sempre aborda boas dúvidas de Português, regras difíceis de decorar e as “pegadinhas” da língua.


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